Movimentos da Resistência Urbana se manifestam na visita do Papa Francisco ao Brasil.

PORQUE FAREMOS MANIFESTAÇÃO NA VISITA DO PAPA

 

O Papa Francisco chega hoje ao Brasil.

O seu discurso tem sido de defesa de uma Igreja pobre e para os pobres. Isso é um avanço, mas precisa de coerência prática.

Se de fato o Papa quer uma Igreja que ouça e defenda os pobres precisa posicionar-se sobre os ataques que os mais pobres têm sofrido no país que ele agora visita.

Queremos que o Papa se posicione em relação aos despejos que ameaçam e atingem milhares de famílias por conta das obras da Copa 2014 no Brasil.

Queremos que o Papa se posicione em relação ao extermínio da juventude das periferias pela Polícia Militar em várias partes do país.

Estaremos lá para cobrar esta coerência em relação à defesa dos pobres.

 

A Manifestação será em APARECIDA DO NORTE (SP)

Quarta-feira (24/7), a partir das 9h30, durante a visita do Papa.

 

O manifesto é assinado pelos movimentos Periferia Ativa e MTST.

Anúncios

MPM participa de evento na UFF – Universidade Federal Fluminense.

Na quinta-feira, dia 18 de julho, às 14hs, o MPM – Movimento Popular por Moradia, participa de evento promovido pela Fundação Lauro Campos/PSOL e CEII – Centro de Estudos da Idéia e da Ideologia.

O Evento é um balanço político das manifestações que ocorreram nos grandes centros urbanos do Brasil nas últimas semanas focando sobretudo na questão da participação dos partidos e movimentos populares e a capacidade de a esquerda dirigir grandes massas como essas que saíram às ruas.

O Movimento Popular por Moradia tem muito orgulho de representar a Frente Nacional de Resistência Urbana e todos os movimentos membros da frente neste evento. Esperamos contribuir de alguma maneira com o acúmulo dos lutadores e lutadoras populares!

Até dia 18.

CIRCULAR EM 12 PONTOS SOBRE O TRABALHO COM O POVO

1. Não há socialismo sem revolução, e não há revolução sem crescimento das lutas do povo no país. Sem a participação do povo é impossível transformar a sociedade de maneira profunda e em favor do povo. A revolução é uma guerra popular, guerra das massas populares, uma luta política das massas populares. Se o povo não está organizado, não existe revolução, não há como derrotar o inimigo, não existe a possibilidade do povo tomar o poder. Sem a luta do povo e sem fortes organizações populares, não apenas tornase pouco provável que ocorra uma crise de dominação como torna-se praticamente impossível transformar esta  crise de dominação numa situação revolucionária. Só o povo pobre e trabalhador, massivamente mobilizado, faz revoluções. E esse povo só se joga no movimento da revolução quando não pretende mais viver como até então. Está contra tudo que tem pela frente e não tem mais nada a perder. A mensagem é clara: a sociedade não muda sem mexer com as massas do povo.

2. As classes populares no Brasil ainda necessitam de água, luz, esgoto, moradia, educação, saúde e infra-estrutura. A combinação e unidade das lutas do povo por estas demandas tem seu próprio ritmo e mobilização.  Por isso a principal tarefa de qualquer revolucionário hoje é trabalhar na base das classes populares da sociedade brasileira, vivenciando e contribuindo para sistematizar suas pequenas experiências de luta, elevando sua consciência de classe. Esse processo não é imediato. É uma missão estratégica. Não é um bom revolucionário aquele que encara levianamente essa missão, somente possível no ritmo de maratona, com fé, organização e persistência. Se os lutadores sociais realmente tomarem em mãos essa tarefa central será possível orientar o povo no momento que decidir lutar.

3. Nossa aposta é que as massas são quem devem se tornar donas de seu destino. Nosso trabalho supõe a convicção que as massas tem cabeça (consciência, liberdade) e coração (sonhos, projetos, vontade). A aposta de quem trabalha com as massas é que estas são capazes de aumentar a consciência, a autonomia e a capacidade de iniciativa. E essa é sua vocação profunda, muito clara na perspectiva bíblica – vós que outrora não éreis povo, agora sois o Povo de Deus (1Pd 2, 10). Aqueles que não acreditam nisso são aqueles que entregam o povo nas mãos dos manipuladores de toda espécie.

4. Nosso dever é saber transformar as reivindicações das classes populares em ações massivas. Isso só surgirá se retomarmos a velha lição de organização junto à base popular, em seu dia a dia, em lutas diárias e miúdas. A única forma de os socialistas ganharem espaço na atual situação na luta de classes é dirigindo a luta imediata, cotidiana, por melhores condições de vida da classe trabalhadora. Pessoas insensíveis a estas lutas nunca serão aceitos para dirigir uma luta maior, por outra sociedade.

5. A dinâmica de aprendizado e desenvolvimento das massas é dispersa e diferenciada, em virtude de suas próprias condições de trabalho e de vida. Elas são ainda bombardeadas intensamente por informações que, em geral, procuram mistificar e embaralhar a realidade. Mas as massas populares são vivas, às vezes explosivas, possuidoras de memória, consciência, projetos e decisões. O povo possui dentro dela um potencial de força, de esperança, de vida e de criação que é preciso valorizar e desenvolver.

6. Nessas condições, a escola de aprendizado das massas, onde quer que estejam, num chão de fábrica, numa ocupação urbana, numa vila rural, ou em qualquer outro tipo de coletividade, só pode ser a prática da luta, seja pela sobrevivência, seja pela conquista de direitos. É na luta que elas descobrem seus próprios problemas, ou os aspectos ruins de sua existência. É na luta que elas começam a ganhar coragem para lutar e vencer. Pela luta os trabalhadores ganham consciência e desenvolvem suas habilidades organizativas e políticas. É na luta, seja contra a pouca comida do dia-a-dia, contra o pouco teto para se proteger, contra a pouca ou nenhuma terra para plantar, o baixo salário para fazer frente aos custos da vida etc. etc., que o povo apreende a realidade. Mesmo que essa apreensão ainda seja parcial essa é sua dinâmica “normal” de aprendizado.

7. Mas o mundo está em constante mutação. Às vezes ocorrem fatos e aspectos que fogem daquela “normalidade”, rompem com a dinâmica “normal” e obrigam as massas a lutas mais radicais. Crises econômicas e sociais, guerras, conflitos políticos etc. são aspectos de grande tensão na realidade. Mudam a vida das massas de forma ainda mais brutal, obrigando-as a buscar soluções impensáveis em tempos “normais”.

8. Os espontaneístas se subordinam totalmente à dinâmica “normal” das massas. Não vislumbram a possibilidade de saltos nas descobertas das massas. Não se preparam para as grandes tensões e, quando estas se apresentam, são atropelados pelos acontecimentos.

9. Os voluntaristas, em geral, desprezam a dinâmica “normal” das massas. Acham que podem chegar, qualquer que seja o momento, e propor soluções próprias para momentos de grande tensão, acreditando que as massas os seguirão, dependendo apenas de capacidade de convencimento. Recusam-se a partir do nível real de aprendizado delas, participando do processo real, às vezes lento, de luta e descoberta de problemas e soluções. Com isso, frustramse ao tentar impor uma dinâmica que nada tem a ver com a realidade, e para a qual as massas ainda não amadureceram. Assim, quando os momentos de grande tensão se apresentam, não possuem elos de contato com as massas, que lhes permitam influenciar os acontecimentos. É muito importante se dar conta de que trabalhar com o povo não é só entrar na direção, estar à frente, pegar no microfone. Também é trabalhar em meio ao povo, dinamizando sua participação, suscitando a tomada da palavra, despertando a intervenção.

10.Ninguém é capaz de mobilizar as massas para algo além dos que elas pretendam no momento. Um dos aspectos importantes da participação de líderes e militantes dos partidos populares nesse aprendizado “normal” consiste, justamente, em poderem medir essa tendência e contribuir de forma ativa na organização e na mobilização propriamente dita. Quando tais líderes e militantes estão presentes, e são ativos, há uma propensão de assumirem a direção das mobilizações. Isto dá a impressão de que se deveu a eles o fato de as massas haverem se mobilizado. No entanto, eles só assumiram a direção porque estavam presentes e porque captaram as razões e os limites da luta.

Não é por acaso que, mesmo estando presentes, há lideres e militantes que não conseguem ser reconhecidos como dirigentes. Tentaram impor objetivos e formas de luta mais avançados, ou mais atrasados, por incapacidade de captar as razões e limites a que as massas haviam chegado em seu aprendizado “normal”. Os líderes e militantes que possuem consciência das contradições da realidade, como a luta entre as classes e a luta pelo poder, têm importância tanto na organização e decisão, quanto na avaliação da luta, de modo a elevar o aprendizado e a mobilização. Mas, se não levarem em conta o nível real de aprendizado das massas, certamente cometerão erros que os distanciarão dessas massas.

11.Todo o trabalho com o povo é necessariamente do povo para o povo. Isso significa recolher as ideias do povo (dispersas), concentrá-las (transformá-las por meio do estudo em ideias sintéticas e sistematizadas), ir de novo às massas do povo para propagá-las e explicá-las de maneira que o povo as tome como suas, persistam nelas e as traduzam em ações. E ainda verificar a justeza dessas ideias no decorrer da própria ação das massas do povo. Depois é preciso voltar a concentrar as ideias das massas e levá-las outra vez às massas, sucessivamente, repetindo-se infinitamente esse processo, para que estas ideias venham se tornar cada vez mais corretas, vivas e ricas.

12. É a generalização da luta das massas populares que cria as condições para a disputa do poder. Somente as grandes mobilizações, o estímulo a todas as formas de luta de massa por necessidades imediatas e o trabalho de base podem apontar para a emancipação popular. Para liquidar os inimigos do povo, precisamos retificar o trabalho com as massas. Uma vez que o estilo de trabalho seja totalmente correto, todo o povo aprenderá com nosso exemplo. É um trabalho árduo, de maratona, mas que valerá a pena.

Marcha Popular pela Cidadania é um sucesso!

A 1ª Marcha Popular pela Cidadania, organizada pelo MPM/Resistência Urbana, Levante Popular da Juventude e Associações de Moradores da CIC foi um sucesso neste sábado, dia 06.

A Marcha se iniciou na Praça Bela Vista do Passaúna, ás 15hs e terminou próxima ao CRAS da Vila Barigui, por volta das 18hs. A manifestação contou com certa de 300 pessoas, muitas delas vindas da Ocupação Nova Primavera além de membros das associações de bairros da CIC, como seu Osmano Reis e Sebastião Ney, e militantes de movimentos estudantis. Além do Levante Popular da Juventude, movimento estudantil que organizou o ato, um destaque em especial para o movimento Rompendo Amarras.

Além disso, foram convidados a União Nacional por Moradia, a Central de Movimentos Populares (CMP)/PR e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, o MST. A companheira Letícia Camargo (Rede) esteve presente representando a Frente de Luta pelo Transporte, uma vez que a luta pela redução do preço da passagem foi a grande motivadora do evento.

A Vice-Prefeita Mirian Gonçalves já declarou que quer receber uma comissão, oriunda destes movimentos, para debater as pautas que são:

1 – Criação de uma Comissão de Regularização Fundiária da CIC (compostas por membros das associações, movimentos populares e prefeitura municipal de Curitiba)

2 – Construção de Lombadas nas ruas do bairro e Passarelas para Pedestres ao longo do Contorno Sul

3 – Construção de Creches e espaços de lazer para infância e juventude;

4 – Redução da tarifa da sanepar

5 – Redução da Tarifa de ônibus para R$2,60, mantendo o preço de R$1,00 nos domingos e feriados.

entre outras pautas!

Fé na luta! Pé no chão!

Notícias

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1388434

http://www.bemparana.com.br/noticia/263888/associacoes-de-moradores-da-regiao-sul-de-curitiba-realizam-marcha-popular

http://levantepr.com.br/

Ocupação Nova Primavera, Fórum de Mobilização CIC-Portão e associações de bairros promovem Marcha Popular

A ocupação Nova Primavera, o Fórum de Mobilização CIC-Portão e outras associações de bairros da Cidade Industrial de Curitiba promovem, neste sábado dia 06 de julho, a Primeira Marcha Popular da Cidadania.

A idéia é dar voz ao Povo, depois da onda de mobilizações que tomaram os grandes centros urbanos do país. A tarifa baixou, mas ainda há muito o que fazer.

O Povo não abre mão da tarifa de R$ 2,60 nos dias úteis e Um Real aos domingos e feriados. Mas além disso, o Povo não abre mão de mais vagas nas creches, ensino público e de qualidade, construção de Passarelas para Pedestres no Contorno Sul e principalmente regularização fundiária de toda a Cidade Industrial. Em suma: Reforma Urbana Já!

Venha lutar com o Povo, porque agora é a vez da vila!

Vez do Povo

Sábado, dia 6, 15horas

Praça Bela Vista do Passaúna

(em frente á ong Anjos)